Posts filed under 'Coisas legais'
pedras portuguesas
Tem alguns meses fui ao Teatro assistir “Comédia em Pé”. é um esquete de histórias engraçadas, os participantes sobem ao palco apenas com o microfone e arrancam gargalhadas do público.
No final tem uma parte que chamam “eu não entendo” (ou algo nesse sentido). Cada um dos comediantes começa com a frase “eu não entendo…” e segue comentando alguma coisa.
Entre tantas coisas que são um mistério pra mim, “eu não entendo…” pedra portuguesa. Gente, não faz sentido ter tanto trabalho: pegam uma pedra inteira, picam em pedacinhos e colocam no chão, não necessariamente formando um desenho; de tempos em tempos são obrigados a desmanchar a calçada toda e refazer o trabalho, recolocar as pedras, que nunca ficam retas, sempre tem um desnível e o espaço entre uma pedra e outra sempre cabe o salto do sapato de alguém. Sinceramente, não entendo pedra portuguesa (coloca bazalto, pô!).
Add comment Abril 18, 2008
vista do Leme
Add comment Dezembro 22, 2007
Lista de compatibilidade de equipamentos e serviços com o linux!
O BR- Linux lançou uma promoção para divulgar serviços e equipamentos compatíveis com o linux. Você ajuda a divulgar a lista e concorre a prêmios. Abaixo segue o texto da promoção e é facil de participar.
Ajude aí!
” Ajude a divulgar a lista brasileira de equipamentos e serviços compatíveis com Linux
…e concorra a MP4 e MP3 players, mochilas Targus, períodos de VoIP grátis e até a ventiladores USB – além de contribuir automaticamente para doações para a Wikipedia e o WordPress! O BR-Linux coletou mais de 12.000 registros de compatibilidade de equipamentos e serviços (webcams, scanners, notebooks, …) na sua Pesquisa Nacional de Compatibilidade 2007, e agora convida a comunidade a ajudar a divulgar o resultado. Veja as regras da promoção no BR-Linux e ajude a divulgar – quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux à Wikipedia e ao WordPress. “
gisele.fortes (em) gmail.com
Add comment Setembro 23, 2007
primeira vez
Sábado passado (dia 24/03) fiz uma coisa que nunca tinha feito. Me vi como expectadora de algo diferente para mim, um programa que não faria parte do meu final de semana se não fosse o acaso. Fui assistir uma ópera.
Quando comprei os ingressos estava a procura de uma peça de teatro, mas não havia nada na programação daquele sábado. Parada no balcão olhei os cartazes em volta. Quando vi o nome de Oscar Wilde nem quis saber o que era, tratei de comprar (ainda mais lá no CCBB, onde os preços são bem acessíveis). Depois desse impulso é que fui refletir sobre o que veria. Uma ópera? Nunca fui à ópera. Será que vai ser legal? Sei não, nunca gostei muito de musical… O tempo passou e chegou o dia. Renam não estava muito animado, Jú foi pega de surpresa – chegou no sábado e logo anunciei a programação, ela nem teve escolha- e eu estava curiosa para conhecer um novo estilo de expressão de arte e torcendo para que fosse um programa agradável para todos.
A ópera era uma adaptação do conto “O pescador e sua alma” de Oscar Wilde. O programa resumia a história do conto e da vida do autor e minuciava cada cena (ópera em um ato e cinco cenas). Veríamos ali a representação, cantada e orquestrada, de um amor impossível entre um pescador e uma sereia. Para o pescador ficar com sua amada era imprescindível que não tivesse alma (burocracias da vida dos mares). Ele consegue, depois de alguns percalços, separar-se de sua alma e outros fatos, típicos de um conto, se seguem.
A história era bonita, o final não foi feliz… mas era necessário para a moral da história. Como foi a primeira ópera que assisti, não pude evitar a comparação com o teatro: achei os diálogos menores e mais vagos (se eu não tivesse lido o programa antes, provavelmente, não teria entendido nada), as vozes altas me incomodaram um pouco, o figurino era bonito, a música e os instrumentos dividindo o palco deram também um charme ao negócio. O conjunto da obra me agradou.
Achei a ópera, mal comparando, um “teatro pedante”, que exige do expectador o conhecimento prévio da história e que transborda de emoção na musicalidade – recurso usado para contar.
Quem quiser conferir, estará em cartaz de quarta a domingo no CCBB, até esse final de semana (1º de abril). Os ingressos custam R$10,00 inteira, R$5,00 meia entrada (para estudantes e correntistas do BB).
Add comment Março 29, 2007
Porto Alegre
Bem que dizem que no Brasil o ano só começa depois do carnaval. Cá pra essa gauchosoteropolitanocarioca, por exemplo, o ano parece que raiou só agora (em pleno março).
Recentemente fui para o Rio Grande do Sul, a pretexto de fazer um concurso. Aproveitei para rever amigos e família, rever a cidade de Porto Alegre e testemunhar um momento muito especial na vida de uma grande amiga (temas que estarão presentes nos “posts” do mês, com certeza).
Passear em Porto Alegre me trouxe lembranças de vários momentos da vida. Estar lá depois de tantas mudanças, me fez enxergar tudo com uma outra lente. Alguns lugares, antes tão coloridos para mim, pareciam desbotados e outros, que antes nem pareciam existir, estavam lá irradiando calor e energia, saltando aos olhos.
Estive bem acompanhada no “tour” que fiz pelo centro da cidade. Meu irmão revisitou comigo a Casa de Cultura Mario Quintana , o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), o Santander Cultural, a Praça da Alfândega, e outros pontos interessantes.
Reparei que alguns lugares que eu reputava históricos e elegantes não existem mais – um velho café da Andradas, lugar de encontros e de longas conversas, em meio a tortas e aromas de café e chocolate quente (no inverno principalmente), agora abriga uma financeira. Reparei que algumas pessoas andam tão apressadas, preocupadas com seus problemas que nem olham as árvores ainda floridas na Praça da Alfândega. Reparei que as pinturas dos prédios desbotam e se empoeiram, e que as pombas urbanas se divertem e se banham sem o menor pudor no chafariz em frente à prefeitura.
Na Casa de Cultura Mario Quintana passamos por todos os andares e acabamos parando no Café Concerto para um chop (o calor e a nova vertente carioca pediam isso). Passa o tempo e continuo me sentindo à vontade no centro que fez parte de boa parte da minha vida.
No MARGS, fui presenteada com uma linda exposição fotográfica de Pierre Verger. Para quem estiver na cidade, a dica é conferir a exposição e quem não puder, pelo menos dê uma passadinha pela fototeca do site. As fotos expostas, no meu sentir, retratam um Brasil alegre, apesar de sofrido. Pierre Verger retratou a essência do carnaval de Salvador, o que de mais artístico existe no circo, a diversidade cultural de um país colorido por sua história e o antigo, e ao mesmo tempo tão atual, problema da seca, tudo com muita leveza e arte. Na exposição pode-se ver o Brasil da década de 50 sob o prisma de um francês que descobria o mundo, a diferença de realidades, e se aventurava em uma nova fase da vida.
Pierre Verger veio para o Brasil em 1946, desembarcou na Bahia, e encantou-se com o povo, a simplicidade e a hospitalidade baiana. Era um homem livre e pôde mostrar o que pensava e o que o seduzia através da fotografia. Segundo sua bibliografia, Verger descobriu a arte da fotografia depois dos 30 anos de idade. Descobriu nessa arte também uma paixão que, após perder os últimos laços familiares que o prendiam a Paris (sua mãe), o fez correr o mundo para revelar os contrastes da cultura popular.
Apaixonante o espaço de exposição e as histórias que as fotografias contam.
Depois dessa e de tudo o que vivenciei na semana que passei no sul posso realmente dizer que o ano começou para mim, e muito bem por sinal.
3 comments Março 15, 2007
árido movie
Já faz tempo que assisti mas só agora escrevo sobre o filme árido movie. Apesar das críticas que andei lendo por aí, achei o filme muito bom, com diversas reflexões e trazendo uma paisagem bem familiar para quem já morou no interior nordestino.
Desde que vim morar no Rio tenho me surpreendido com a produção cinematográfica nacional. Não sei se esse ano estão saindo mais filmes do “forno” ou se parte dos filmes nacionais não chegam a fazer parte das exibições nacionais. Só em maio estavam em cartaz, simultaneamente, mais de 3 fimes nacionais (arido movie, tapete vermelho, concepção, o dia em que o Brasil esteve aqui, etc).
Árido Movie trata de temas do sertão nordestino, traz à baila questões como a seca, escassez de água e relações de poder que se criam em torno dela, o ainda muito presente coronelismo, a cultura rural desses lugares castigados pela seca (plantação de maconha) e como plano secundário a falsa rebeldia e verdadeira alienação de jovens de classe média pernambucana.
O filme tem de tudo um pouco: romance, humor, violência e um bocado de realidade. Filme que faz pensar na dura (sur)realidade sertaneja.
Um filme convence, para mim, quando diz alguma coisa. Sei que arte é encantamento mas creio que pode também ser mais que isso. Árido Movie me convenceu. Saí do cinema com a cabeça cheia de idéias e querendo falar sobre o que tinha visto, entendido e sentido. Além do conteúdo, a fotografia do filme é muito boa, as locações, os atores tudo contribui. Nem preciso dizer mais: assitam!
Add comment Junho 2, 2006
“o livro dos abraços”
O Livro dos Abraços de Eduardo Galeano é um livro pra nunca acabar de ler. Tenho encontrado histórias, significados e sentimentos incríveis nessas leituras.
É um livro que me acompanha nas intermináveis esperas na lavanderia (bendita lavanderia que me deixa tanto tempo para ler), no metrô, no sofá… Não consigo sair de casa sem ele. Um instante que seja é o suficiente para que seja folheado e experimentado. É uma leitura que instiga, que faz refletir, que trata da América Latina sem máscaras, que trata de histórias reais e de histórias magníficas.
É um livro construído com pequenas passagens, reflexões, histórias de viagem e de vida. É um livro que entrelaça quem lê.
E não acaba nunca porque sempre dá vontade de reler aquela parte, ou a outra, e de procurar aquela frase memorável…
6 comments Maio 17, 2006
podcast – a missão
ok, ok, eu me rendo: gostei de ouvir podcasts (pelo menos os do BlogBits).
Faz tempo que sou convidada a escutar estes tais podcasts, mas sempre tive uma enorme resistência. Ontem à noite fui, finalmente, convencida a dar uma chance e ouvir. O assunto era segurança na web. Achei o máximo! Muuuitas informações, dicas e outros assuntos pertinentes.
Como eles mesmo se definem, o BlogBits é um programa bem descontraído e cheio de informações. Eu adorei e já estou ouvindo os outros que foram baixados aqui (o de segurança na web foi o segundo podcast deles). Os “BlogBits” usam uma linguagem técnica, mas ao mesmo tempo simples de entender (principalmente pra quem se interessa pelos assuntos). Achei uma maneira muito prática e rápida de me manter atualizada sobre o que acontece em matéria de tecnologia da informação. Além disso, a leitura que eles fazem sobre o papel da internet e da informação por ela veiculada é muito interessante (o que eles acham do rss, etc).
O que é podcasting : “É uma nova midia, parece rádio, mas o veículo de distribuição não são ondas radiofônicas AM ou FM, é a internet. Mais que um audioblog, está unido ao RSS para possibilitar a distribuição e classificação do seu conteúdo. Desta forma diversos programas podem ser usados para baixar os podcasts automaticamente e, se voce tiver um player de mp3, ele poderá ser carregado com os novos programas em cada sincronização” – Renam
“Basicamente, um podcast é um arquivo de áudio, em mp3, que é transferido automaticamente para o computador da pessoa, sem interferência e nos momentos em que o mesmo não está sendo utilizado.” (eupodo)
O que é o BlogBits: “É um podcast gravado em conjunto por um grupo de blogueiros sobre tecnologia. Na verdade, BlogBits não é nada mais que um bate-papo descontraído sobre tecnologia, web, tendências e tudo mais…”
1 comment Abril 11, 2006



